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O Terceiro Setor romantiza impacto, mas as empresas querem números

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

No discurso do terceiro setor, frases como “transformamos vidas”, “realizamos sonhos” ou “geramos esperança” ainda são comuns — e verdadeiras. O problema não está na emoção, mas na falta de provas concretas que acompanhem essas narrativas. Enquanto muitas organizações sociais apostam em linguagem motivacional, os patrocinadores adotam um olhar técnico, orientado por indicadores, métricas e resultados tangíveis.

E é justamente nesse desencontro que muitas propostas de captação se perdem.

Empresas não querem poesia — querem evidências

Os patrocinadores não têm objeções ao impacto social. Muito pelo contrário: eles sabem o quanto projetos bem executados mudam realidades. Mas, na hora da decisão, a pergunta é outra:

“Como comprovamos esse impacto?”

Por isso, diante de promessas subjetivas, as empresas reagem com objetividade. E fazem as perguntas que realmente importam:

  • Quantas pessoas foram atendidas?

  • Que evolução elas tiveram ao longo do projeto?

  • Qual indicador comprova essa evolução?

  • Qual retorno institucional a empresa terá ao apoiar essa iniciativa?

Essas perguntas não são frieza. São transparência, responsabilidade e governança.

O impacto existe — mas precisa ser mensurado

O terceiro setor sabe que transforma vidas. O que falta é traduzir esse impacto em dados claros e comparáveis:

  • taxa de adesão

  • frequência

  • evolução de desempenho

  • melhoria de indicadores físicos ou sociais

  • redução de vulnerabilidades

  • aumento de engajamento

  • retorno de mídia para a empresa

  • percepção da comunidade

Quando o impacto vira número, ele deixa de ser apenas inspirador:ele se torna comprovável, replicável e financiável.


Conclusão: transparência é o novo romantismo

No fim das contas, empresas e organizações sociais querem a mesma coisa: transformar vidas.A diferença é a linguagem usada.

Enquanto o terceiro setor foca na emoção, as empresas precisam de dados para garantir transparência, segurança e credibilidade.

E não é frieza. É responsabilidade.

Quando emoção encontra métrica, nasce o tipo de impacto que encanta — e o tipo de captação que realmente acontece.


Assessoria de Comunicação Instituto CrêSer

 

 
 
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